
acordar vazia
na brancura da imagem,
inventar desejos
nos caminhos, onde se cruzam
as vozes esquecidas,
imóvel, o futuro despe-se
e nem a música quebra o silêncio
das palavras invisíveis
restos de sonhos conduzem
ao grito do teu nome, adormecido,
não haverá mais noites,
a linguagem, mistura-se venenosa
à fantástica terapia
da alma intensa,
doloroso sémen da vida
no prazer do espírito
e as horas passam
sem serem de ninguém...
l.maltez























